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TRADUZA AS FLORES...


Me Sigam as Boas Flores...

27 de dez de 2011

BUSCANDO RESPOSTAS


Procuro achar no imo das minhas entranhas
Respostas para os silêncios e lamentos vazios
Mas as sombras negras se revoltam estranhas
Ficando aprisionadas em murmúrios sombrios.

E ficam os gritos silenciosos presos nas ilusões
Com algemas e grilhetas de elos sem prumo
Arrastando correntes de antigas paixões
Vogando à deriva por entre barcos sem rumo.

Sepultei frustrações nos ventos poentes
Carreguei as saudades nos sonhos adormecidos
Meus fantasmas vagueiam em gritos ausentes
Nas madrugadas insones de vultos perdidos.

Vagabundos passados... esses... de almas caridosas...
Juraram amor eterno à menina de sonhos carentes
Que só desejava a felicidade das pétalas de rosas
E recebeu mordaças de repressão, com ameaças estridentes.

Tento achar as respostas, mas são gélidas... frias.
A vida madrasta matou seus filhos à nascença
E a 'filha do nada' ficou de esperanças vazias
Esculpindo desejos nas lágrimas da descrença...

Choro pela vida que me foi negada e este destino incerto
Choro pela felicidade desejada e nunca conseguida
Choro pelas farpas atiradas caídas ao longo do deserto
Choro-me pelas traiçoeiras respostas dadas pela Vida.


By@
Anna D’Castro


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23 de dez de 2011

"A PRETTY WOMAN"

PARA TODAS AS INESQUECÍVEIS E... "LINDAS MULHERES"...
JUNTO COM SEUS COMPANHEIROS INSEPARÁVEIS
E... SEUS FILHOS INSUPERÁVEIS!



QUE ESTA DATA DISSIPE TODOS OS ÓDIOS E MÁGOAS,
QUE POSSAM EXISTIR NO FUNDO DUM CORAÇÃO
QUE SÓ PRECISA DE AMOR E COMPREENSÃO
PARA SER FELIZ COMO UMA CRIANÇA
QUE O AMOR NAVEGUE EM CALMAS ÁGUAS
DA CUMPLICIDADE, DA COMPAIXÃO E DA ESPERANÇA!

F E L I Z.*.N A T A L!

Beijos

Anna D'Castro

12 de dez de 2011

UMA LOUCA ESPERANÇA


Deus... meu mundo caiu num “derepente”
Pavorosa derrocada ocorreu dentro de mim
Me perguntei como seria daqui pra frente
Se era justo... se era certo... ou se era o fim?

Pesadelo? Sim!... Só pode ser um pesadelo
Lanças... punhais... farpas jogadas...
Num atropelo de palavras desgarradas
Me agrediram... me atingiram como um flagelo.

Deus... Estão todos loucos? Ou serei eu?
Com minha crença naquele Amor... enlouqueci!?
A cabeça rodou... Trevas cegaram... olhos de breu
O mundo girou... Tudo se apagou... e eu morri...

A morte em vida sepulta sonhos e ilusões
A morte em vida ronda o abismo do desengano
Alma vazia de sentimentos mata paixões
Voa sem rumo entre tristezas sem ter tamanho.

A solidão me acompanha no infortúnio destas horas
Rasga as trevas da noite, com seus medos e tumultos
Tanto desamor... tanta loucura... Quantas demoras...
E as lágrimas chovem agonizantes aos insultos.

Há uma loucura febril rasgando a tempestade
Quer dormir... descansar à sombra da noite fria
Minh’alma cansada flutua inerte em busca da verdade
Sonhando acordar com os clarões dum novo dia.


By@
Anna D’Castro

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8 de dez de 2011

BIOGRAFIA E POEMA DE FLORBELA ESPANCA


Hoje, dia 8 de Dezembro de 2011, dia de Nossa Senhora da Conceição.

É o dia em que a Poesia e os Poetas comemoram os 117 anos em que nasceu em Vila Viçosa, província do Alentejo, Região Sul de Portugal, uma grandiosa poetisa da língua portuguesa: Flor Bela Espanca.
É neste dia 8 de Dezembro de 2011, que também lembramos os 81 anos da sua morte, aos 36 anos de idade, em Matosinhos, no Distrito do Porto, Região Norte de Portugal.

By@
Anna D'Castro
***
Alguma Biografia de "Flor Bela Espanca"

Florbela Espanca - Vila Viçosa, 8 de dezembro de 1894 - Matosinhos, 8 de dezembro de 1930) - batizada como Flor Bela Lobo. A sua vida, de apenas trinta e seis anos, foi plena, embora tumultuosa, inquieta e cheia de sofrimentos íntimos que a autora soube transformar em poesia da mais alta qualidade, carregada de erotização femininilidade e panteísmo.

Filha de Antónia da Conceição Lobo e de João Maria Espanca.
O seu pai herdou a profissão de sapateiro, mas passou a trabalhar como Antiquário, negociante de cabedais, desenhista, pintor, fotógrafo e cinematografista.
Foi um dos introdutores do 'Vitascópio de Edison' (um projetor de cinema, comercializado por T.A.Edison) em Portugal.

João Maria, pai de Flor Bela, era casado com Mariana do Carmo Toscano (também conhecida por Mariana do Carmo Ingleza). A esposa não pôde dar-lhe filhos. Porém, João Maria resolveu tê-los com o consentimento de Mariana – Flor Bela e Apeles (10/3/1897), dois anos mais novo – com outra mulher, Antónia da Conceição Lobo, uma jovem de condição muito humilde (tinha 16 anos quando teve Flor Bela).
Ambos os irmãos foram registados como filhos ilegítimos de pai incógnito.

João Maria Espanca criou Flor Bela na sua casa, enquanto Apeles viveu com a mãe Antónia Lobo até aos 4 anos, depois ela foi embora com outro homem e entregou o filho ao pai para que fosse criado por ele ao lado da irmã.
Mariana Ingleza, além de madrasta era a madrinha de batismo dos dois.
João Maria, nunca recusou aos filhos, apoio nem carinho paternal, mas reconheceu Florbela como a sua filha legítima, em cartório, só dezoito anos depois da morte dela... e Apeles, que morreu precocemente num acidente de avião, nunca foi registrado como filho legítimo de João Maria Espanca.

Flor Bela em 1899 vai frequentar, (precocemente aos 4 anos) a secção infantil da Escola Primária de Vila Viçosa até 1904 quando termina o exame da 3ª. classe. Foi naquele tempo que passou a assinar os seus textos como Florbela d’Alma da Conceição Espanca, ou também como 'Florbella Espanca'.

No ano letivo de 1904/1905 é matriculada, em Vila Viçosa, na 4ª classe da Escola Secundária do Professor Romeu, onde frequenta até à 6ª classe/hoje 6º ano de escolaridade, mas é reprovada no Liceu, como aluna externa.

As suas primeiras composições poéticas datam dos anos 1903 - 1904. O poema “A Vida e a Morte”, escreveu-o quando tinha apenas 8 anos de idade e se assinava: "A Auctora Florbella Espanca em 11-11-1903".

Em 1 de Fevereiro de 1904 dia do aniversáro de João Maria, Flor Bela faz um poema que dedica ao pai, com o título: "No dia d'annos"... tinha 9 anos.

Em 1907, Florbela escreveu o seu primeiro conto: “Mamã!” No ano seguinte, faleceu sua mãe, Antónia, com apenas vinte e nove anos. Florbela tinha então treze anos.

Em 1908 Flor ingressou no Liceu Masculino André de Gouveia em Évora, para fazer novamente o exame da 6ª. classe e onde permaneceu até 1912.

A sua vida escolar é turbulenta... É a única menina a frequentar um Liceu destinado essencialmente ao sexo masculino... e começa a 'namoriscar' escondida, com Alberto Moutinho aos 16 anos, em abril de 1911, (que era seu companheiro de escola desde os 10 anos) 1 ano mais tarde, em 1912, o namoro se torna oficial, mas por poucos meses, pois nesse ano, nas férias 'grandes' em Figueira da Foz, ela conhece um rapaz de nome fictício 'José', (ele não queria, na época, seu verdadeiro nome revelado) por quem se apaixona perdidamente e em Setembro começa com ele um relacionamento sentimental profundo, obrigando-a a terminar o namoro com Alberto Moutinho... Desse 'tórrido romance quase platônico' - pois é só através de correspondência - que nascem belos sonetos e poemas de amor para o seu amado.

(Na realidade se soube anos mais tarde, que seu nome verdadeiro era João Martins da Silva Marques se formou em Letras e Direito, foi assistente da faculdade de Letras e diretor da Torre do Tombo).

Quando o romance termina, 5 meses depois em Fev/1913, Florbela fica arrasada "em ruínas" como ela escreve nos seus sonetos. Tenta salvar o seu ano escolar e se agarra com: 'unhas e dentes' aos estudos, mas em Junho reprova o ano, devido aos problemas amoroso em que se envolveu.

Para 'tapar o buraco psicológico' com a perda de "José", em Julho/1913, Florbela reata o namoro com Alberto Moutinho e quer casar rapidamente. O que acontece no dia 8 de Dezembro desse mesmo ano, dia em que Florbela completa 19 anos e se casa civilmente com Alberto Moutinho que tinha completado 20 anos em 9/11/1913.

Florbela e Alberto Moutinho ficaram morando juntos/casados por 4anos e meio, tendo Florbela sofrido um aborto involuntário, o que desgastou o relacionamento.

Bela regressou a Évora, enquanto Moutinho ficou dando aulas no Algarve, mas o divórcio só saiu 7 anos depois... entretanto em 1920, ainda casada, Florbela se apaixona novamente, agora por José Marques Guimarães, alferes da G.N.R. e com ele passa a viver, até sair o divórcio em meados de 1921... casa com Marques Guimarães em Junho de 1921, estava frequentando o 2º ano de Direito, na Faculdade de Direito de Lisboa, aonde morava com o atual marido e já tinha lançado o seu 1º. livro de sonetos em 1919 - "O LIVRO DE MÁGOAS".

Em 1922, saiu o 2º livro de Sonetos "O LIVRO DE SOROR SAUDADE".

Em 1925, divorciou-se pela segunda vez. Esta situação abalou-a muito pois teria tido um segundo aborto voluntário...
Ainda em 1925, a poetisa casou com o médico Mário Pereira Lage, que conhecia desde 1921...O casamento decorreu em Matosinhos, no Distrito do Porto, onde o casal passou a morar a partir de 1926.

Em 1927 a autora principiou a sua colaboração no jornal D. Nuno de Vila Viçosa, dirigido por José Emídio Amaro. Naquele tempo não encontrava editor para a coletânea Charneca em Flor.

No mesmo ano, Apeles Espanca, o irmão da escritora, faleceu num trágico acidente de avião. A sua morte foi para Florbela realmente muito dolorosa.
Em homenagem ao irmão, Florbela escreveu o conjunto de contos de As Máscaras do Destino, volume publicado postumamente em 1931.
Entretanto, a sua doença mental agravou-se bastante. Em 1928 Bela teria tentado o suicídio pela primeira vez.

Em 1930 Florbela começou a escrever o seu Diário do Último Ano (publicado só em 1981 - 51 anos após a sua morte).

A 18 de Junho desse ano, principiou troca de correspondência com o Dr. Guido Battelli, professor italiano, visitante na Universidade de Coimbra, responsável pela publicação da Charneca em Flor em 1931.

Na mesma altura, a poetisa colaborou também na Revista Portugal Feminino de Lisboa, na revista Civilização e no jornal Primeiro de Janeiro, ambos do Porto.

Florbela tentou o suicídio por duas vezes mais, em Outubro e Novembro de 1930, na véspera da publicação da sua obra-prima, Charneca em Flor.

Após o diagnóstico de um edema pulmonar, a poetisa perdeu o resto da vontade de viver.
Não resistiu à terceira tentativa do suicídio e faleceu em Matosinhos, no dia do seu 36º aniversário, a 8 de Dezembro de 1930.
A causa da morte foi a sobredose de barbitúricos (2 frascos de Veronal).

A majestral poetisa, teria deixado uma carta confidencial com as suas últimas disposições, entre elas, o pedido de colocar no seu caixão os restos do avião pilotado por seu irmão Apelesna hora do acidente.

O corpo de FlorBela jaz, desde 17 de Maio de 1964, no cemitério de Vila Viçosa, a sua terra natal.

*********

FLORBELA ESPANCA - escreveu:
Livro de Mágoas; Livro de Soror Saudade; Charneca em Flor; Dominó Preto; As Máscaras do Destino e Diário do Último Ano.

Centenas de cartas trocadas com o Pai João Espanca e vários amigos importantes de Florbela, foram reunidas em volumes publicados postumamente, por amigos e admiradores da poetisa-maior, nascida no Alentejo há 117 anos.



ÁRVORES DO ALENTEJO

Horas mortas… Curvada aos pés do monte
A planície é um brasido… e, torturadas,
As árvores sangrentas, revoltadas,
Gritam a Deus a bênção duma fonte!

E quando, manhã alta, o sol posponte
A ouro a giesta, a arder, pelas estradas,
Esfíngicas, recortam desgrenhadas
Os trágicos perfis no horizonte!

Árvores! Corações, almas que choram,
Almas iguais à minha, almas que imploram
Em vão remédio para tanta mágoa!

Árvores! Não choreis! Olhai e vede:
- Também ando a gritar, morta de sede,
Pedindo a Deus a minha gota d´água!

Florbela Espanca

***
Nota:
Algum Material para a Biografia recolhido das seguintes fontes:
= Wikipédia... e dos Biógrafos de Flor-Bela: Rui Guedes e Agustina Bessa-Luís, minhas fontes de apoio para escrever o Espetáculo "SEMPRE VIVA... FLOR SELVAGEM...FLORBELA ESPANCA", que interpretei de 2000 a 2003.

Anna D'Castro

29 de nov de 2011

MEMÓRIAS DE INFÂNCIA - "OS SONS DO SILÊNCIO DUM LUAR DE AGOSTO"


No aconchego da noite e ao luar de agosto
Gritavam os sons dum silêncio distante
Sufocando o coaxar das rãs, que com desgosto
Invejavam os morcegos em seu voar rasante

A madrugada vestida com suas amarras
Atava o pensamento num vogar profundo
Acompanhando o cantar garboso das cigarras
Que vibravam gritantes pelas memórias do Mundo.

O luar de agosto, como rezam lendas d’outrora
Veste a noite com um manto de estrelas cintilantes
Perfumando os ares com pétalas da aurora
Salpicando o madrigal com poemas brilhantes.

Os serões na aldeia eram ledo encanto
Na memória da menina que amava a natureza
O descamisar do milho no entoar dum canto
Quando o milho-rei despontava a sua beleza

No milharal o vento soprava toda a poesia
Em declarações de amor como pétalas de rosa
E os apaixonados se rendem à noitinha silenciosa
Trocando carícias com odores a maresia.

O tempo passa, mas a memória carrega o sentimento.
E ainda hoje recordo o eco dos teus passos
A fonte do teu riso e dos teus abraços
Como a charneca de flores em movimento.


Recordo os versos que te fiz na despedida
E a tua declaração de amor angustiosa e calma
O silêncio do pranto que desnudou a nossa alma
Com a promessa dum Amor p’ra toda a Vida.

By@
Anna D’Castro

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20 de nov de 2011

EGOÍSMO


Gira o Mundo
Em torno do desconhecido
Gira o Homem
Em torno da descoberta
Gira o Amor
Em torno da aventura
Gira o Medo
Em torno do monstro
Gira a Dor
Em torno do sofrimento.

E gira o Mundo sem amor
E gira o Homem na dor
E gira o Medo no pavor
E gira o Mundo girando
Num incessante frenesi
E a Humanidade egoísta
Só gira em torno de si.











By@
Anna D’Castro

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Estarei de volta... Amanhã...




.


Anna

10 de nov de 2011

O BLOG ESTÁ EM FASE DE REESTRUTURAÇÃO...


Meus Queridos Amigos

Este meu Blog de Poesia "Flores Selvagens" já há um tempo vem apresentando problemas com o Salvar das Alterações, é uma operação que ele não está efetuando.
Já fiz várias tentativas para resolver o problema e não estou conseguindo... Já mudei várias vezes o modelo, o layont... e nada, ele não aceita a movimentação dos gadgets, trava e não salva.
POR ESSE MOTIVO vou parar um pouco com as postagens de poemas e tentar junto com o Blogger ver se consigo resolver o problema. Pois de todos os meus 5 blogs é o único com esse problema.

Entretanto irei postando no 'PALAVRAS SEMENTE' no 'RECOLHENDO FARPAS', também receitas e Dicas no 'BON APPÉTIT - PRA VOCÊ' e o 'CANTINHO DOS BICHANOS', também terá as suas publicações. Apareçam nestes meus Cantinhos e deixem os vossos comentários.

Logo que consiga resolver este problema voltarei a postar "POESIA" e darei notícias também sobre o Blog...

Aguardo a vossa presença e as vossas palavras, nos meus outros Cantinhos.
Não deixem de me visitar pois a vossa presença é-me imprescindível.
Cada um de vós é insubstituível no meu coração.

Beijos em cada coração amigo e 'até logo'

Anna D' Castro

31 de out de 2011

AS SEM RAZÕES DO AMOR





Eu te amo porque te amo.
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.

Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no elipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.

By@
Carlos Drummond de Andrade

HOJE É DIA 'D' de DRUMMOND


Itabira do Mato Dentro [Itabira] MG
1902/10/31 - 1987/08/17

2 de out de 2011

PÔR-DO-SOL


Tardes cálidas... horas mornas...
No horizonte o sol, em cor de fogo
Desce em rubros clarões,
Escutando o último cantar dos rouxinóis.
E com lampejos de ilusões
A brisa atônita se balança
Em imagens de mil sóis
Procurando escutar
O breve gargalhar
Das águas em fim de tarde.
Borboleteando ao pôr-do-sol,
Rubras papoulas, sem aromas perturbantes
Se esgueiram nessas horas caladas
Em sussurros delirantes.
E no empalidecer dos dias,
O vento cálido geme
Pétalas de rosas macias.
Olhos delirantes se fixam
Com êxtase, no entardecer
Esperando sonhadores
O crepúsculo aparecer.
A lua desce magnífica pela colina
E nas teias do silêncio...
Mais uma tarde termina!


By@
Anna D'Castro
In 'Aquela Voz'

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26 de set de 2011

*DANÇA DA VIDA*















A Vida Dança
Na emoção do amor!
Tudo começa no espaço
Tudo resulta da esperança,
Da ilusão e da dor.

A Vida Dança
Trêmula de paixão
E abala uma lembrança
Que mexeu com o coração.

A Vida Dança
Por vezes leve,
Por vezes fria,
Tal como floco de neve
Que baila de melancolia.

A Vida Dança
Quase como um poema,
Ou um beijo rápido e insípido,
Mas que sempre vale a pena
Desde que lépido e líquido!...


By@
Anna D'Castro
(D.A. Reservados)
in REVELAÇÕES

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24 de set de 2011

*QUANTAS MORTES?!*


- Sempre que termina a paixão
Há uma morte mim.
Num coração que parte
Há um vazio, que fica.

= QUANTAS MORTES, QUANTAS?

- Muitas! Tristes, doloridas ...
Quantas Ternuras esquecidas!
Como me marca a última morte
Reflexo de paixão inacabada.

= QUANTAS MORTES, QUANTAS?

- Quanta inquietação arrastada
Para uma nova etapa,
Corroendo uma saudade
Qual solidão indesejada.


= QUANTAS MORTES, QUANTAS?

- Que Brotam da seiva viva
Esperando a próxima morte,
Como um refúgio secreto
Que me inquieta e seduz.

= QUANTAS MORTES? QUANTAS MAIS?!

- Muitas! E muitas mais, sem fim ...
Até que chegue o verdadeiro amor
E a vida, jamais morrerá ...
... sem mim!

By@
Anna D'Castro

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23 de set de 2011

*PRIMAVERA*




A noite cessou
O sol resplandeceu
A avezinha cantou
A flor desabrochou
Uma janela se abriu
Um menino nasceu...
– acordou, olhou e sorriu...
Era a Primavera!



By@
Anna D’Castro

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21 de set de 2011

POEMAS DE - FLORBELA ESPANCA


*DEIXAI ENTRAR A MORTE...*

Deixai entrar a Morte, a Iluminada,
A que vem pra mim, pra me levar.
Abri todas as portas par em par
Como asas a bater em revoada.

Quem sou eu neste mundo?A deserdada,
A que prendeu nas mãos todo o luar,
A vida inteira, o sonho, a terra, o mar,
E que, ao abri-las, não encontrou nada!

Ó Mãe! Ó minha Mãe, pra que nasceste?
Entre agonias e em dores tamanhas
Pra que foi, dize lá, que me trouxeste

Pra que eu tivesse sido
Somente o fruto amargo das entranhas
Dum lírio que em má hora foi nascido!…


Florbela Espanca - In Reliquiae


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17 de set de 2011

*FUGAS*


Procuro um lugar bem longe, para fugir de mim!
Um lugar de ecos e silêncios, poemas e tempestades
Onde o sol apareça e o amor se esqueça
De buscar apenas verdades.

Quero um lugar bem longe da multidão...
Pode ser uma casa, templo ou cidade
Mas que não albergue só saudade.

Buscando esse lugar bem longe... lá longe...
Para que guarde meus medos
Aguarde meus segredos
E me estenda a mão,
Me disponha a terra
Para semear meu pão.

- Em versos que escrevo de rimas e prantos
Fujo nos poemas, me escondo de mim.
Com pedras e rugas e alguns desencantos
Atiro palavras, semeio mensagens, decifro ilusões.

- Fantasmas alados branqueiam meus dias
E as noites sombrias têm espaços vazios
Com lágrimas esparsas de auroras áridas
Com magnitudes caladas em silêncios e... saudades!

Busco um lugar... longe... muito longe... para Fugir... Fugir... Fugir...

By@
Anna D’Castro

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15 de set de 2011

POEMAS DE: FLORBELA ESPANCA


*VERSOS DE ORGULHO*

O mundo quer-me mal porque ninguém
Tem asas como eu tenho! Porque Deus
Me fez nascer Princesa entre plebeus
Numa torre de orgulho e de desdém!

Porque o meu Reino fica para Além!
Porque trago no olhar os vastos céus,
E os oiros e os clarões são todos meus!
Porque Eu sou Eu e porque Eu sou Alguém!

O mundo! O que é o mundo, ó meu amor?!
O jardim dos meus versos todo em flor,
A seara dos teus beijos, pão bendito,

Meus êxtases, meus sonhos, meus cansaços...
São os teus braços dentro dos meus braços:
Via Láctea fechando o Infinito!...


Florbela Espanca, in "Charneca em Flor"


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5 de set de 2011

*SÓ FLORES SECAS RESTARAM*

*Tela da Andrea Mancini*


Num dia de muita dor
O desespero minh’alma dilacerou
E o coração sufocado de desilusão
No peito quase parou...
Desvairada bateu a saudade
Sangrando descompaixão.

Precisava de acalanto
Pedi colo para o filho
Que outrora acalentara
Meu velho livro de poesias!
Segurei-o com nostalgia
Nas mãos que desabafos escrevera
E agora estavam vazias.

No dia em que a dor me embargou
Orei em silêncio uma prece
E lágrimas rolaram macias.
Meus olhos buscam no vazio
Pelo sonho que jamais envelhece
Mas esse doce encanto
Com desilusões se vestiu...

Abri o velho livro de poesias
Lembrei poemas de amor...
De amizades variadas...
Também de angústias contidas...
E injustiças gritando clamores.
Traições tão deslavadas
Como arco íris sem cores...
E alguns pretensos amigos
Oportunistas desleais
Cravando punhais nas costas
Como farpas de flores.

No meu livro de poesias
Lembrei poemas de saudade
Dalguns sonhos ideais
Que não foram realizados
E ficaram como cristais
Em guarda-jóias guardados
Nas gavetas da esperança...

Lembrei de amores idealizados
Que se esfumaram no ar
Como nuvens passageiras
E em seu tempo terminados.

De amizades flamejantes
Gritantes... Luzentes...
Algumas como estrelas
Com luz própria e cintilante
Outras sorrindo falsas...
Em oportunidades falhas
Usando e abusando do momento tênue.

Alguns amores esqueci...
Amizades falsas descartei...
As farpas eu revidei...
Mas as pétalas das flores
Nas páginas do livro, as guardei.
*.*.*.
Sinto o tempo que passou,
E a saudade que ficou
Com os sonhos cristalizados
Nas gavetas fechados.

Revi no meu livro de poesias
Aqueles amores que acabaram
As farpas que revidei
As flores que guardei
E que secaram...
Com as lágrimas
Que ao longo do tempo
Meus olhos inundaram...

Fechei o velho livro de poesias.
E como por encantamento
Esvaiu-se aquele dia de dor
Nas asas do pensamento...
E senti que as forças se renovaram
Com as flores secas que restaram...


By@
Anna D'Castro
Direitos Reservados

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6 de jun de 2011

POEMAS DE - FLORBELA ESPANCA

*POEMAS DE: FLORBELA ESPANCA*

AMAR!

Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: aqui... além...
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente...
Amar! Amar! E não amar ninguém!

Recordar? Esquecer? Indiferente!...
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!

Há uma primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!

E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder... pra me encontrar...


Florbela Espanca


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5 de jun de 2011

*A MINHA DOR*



A minha Dor é um poço
Negro, vazio e profundo
Difícil é sair do fosso
Em que andei, neste mundo.

A minha Dor é tormento
De quem errante vagueia
Em busca dum sentimento
Que minh'alma tanto anseia.

A minha Dor é saudade!...
Saudade: breves momentos
Onde há amor e amizade.

Eu sinto com o passar da idade
Que a mocidade dos tormentos
Para trás ficou com a saudade...


By@
Anna D'Castro

D.A.Reservados
em AQUELA VOZ

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28 de mai de 2011

POEMAS DE - FLORBELA ESPANCA


*TARDE NO MAR*


A tarde é de oiro rútilo: esbraseia.
O horizonte: um cacto purpurino.
E a vaga esbelta que palpita e ondeia,
Com uma frágil graça de menino,

Pousa o manto de arminho na areia
E lá vai, e lá segue o seu destino!
E o sol, nas casas brancas que incendeia,
Desenha mãos sangrentas de assassino!

Que linda tarde aberta sobre o mar!
Vai deitando do céu molhos de rosas
Que Apolo se entretém a desfolhar...

E, sobre mim, em gestos palpitantes,
As tuas mãos morenas, milagrosas,
São as asas do sol, agonizantes...



Florbela Espanca


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27 de mai de 2011

*PROCURA*



Hoje,

Quero ser um ser diferente.
Ter a lua nas minhas mãos,
um retrato antigo esfumado,
um sopro de vento acorrentado,
ao espírito das palavras.

Hoje,

Quero escutar os lamentos
dos poetas aprisionados
nas ilusões fugidias.
O marulhar das águas sombrias
do inverno em Copacabana.

Hoje,

Quero sentir a cintilante chama
de ardentes olhos cor de anil
que passeiam na praia Vermelha.
Ouvir a maviosa voz gentil
do amante apaixonado.

Hoje,

Quero ver a caprichosa aranha
Laboriando a sua teia.
O poeta, tecendo o seu poema.
A poesia, traçando a sua trama,
E a vida, renascendo do seu drama!


By@
Anna D'Castro
D.A.Reservados)
do Livro - Aquela Voz

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