17.11.09

FIM DE TARDE



Há na languidez da tarde
Lágrimas escorrendo do céu
Como palavras coloridas
Carregando pérolas
Que deslizam despidas
Ao luar de agosto.
A chuva desce nostálgica
Gotejando cristais
Na penumbra dum rosto.

O final da tarde
É pura ilusão
Que desenha no horizonte
Um sonho de verão...

By@
Anna D’Castro

24.10.09

PEDAÇOS DE MIM


Foto-Imagem de Nuno Belo


Não tenho medo da solidão
Porque me divido em pedaços
Várias metades dum todo
Vários todos por onde me arrasto...

Tem metades em silêncio
Outras gritando verdades
Tem umas querendo partir
Outras insistem em ficar.

Quando as palavras invadem
A raíz do pensamento
Há metades que se calam
Outras instigam o vento...

Quando os pedaços dispersos
Se encontram em (re)união
A saudade bate forte
E se transforma em vulcão.

Correndo como água bravia
Levando meu rio pra foz
Sou metade fugidia
Outra uma casca de noz.

Na longa estrada da vida
Sou passageira errante
Metade de mim é nascente
Outra metade é jusante.

Quando o amor se entranha
No coração turbulento
Metade de mim é paixão
Os pedaços... eu invento.


By@ Anna D'Castro
(D.A.RESERVADOS)

19.10.09

SE EU SOUBESSE...



Se eu soubesse o que não tenho
Qual o mal que me atormenta
Não andaria por aí errante
Numa ansiedade tão violenta.

Se eu soubesse o que não quero
Que quimeras são as minhas
Talvez castelos de areia
E o voar das andorinhas.

Se eu soubesse qual a sede
Que invade o meu deserto
Qual rio querendo a foz
E nada tendo por perto.

Se eu soubesse qual o medo
Que à noite me avassala
Penetrando em meu degredo
Enquanto o sono me embala.

Se eu soubesse qual a vida
Que me espera o amanhã
Não andaria tão perdida
Nem seria minha esperança vã.

Se eu soubesse... ai se eu soubesse
Para que vivo... para que luto
Talvez ainda pudesse
ViVer... apesar de tudo!

By @
Anna D’Castro

8.10.09

REFLEXO EM NOITE DE AMOR POÉTICO


Quando, no silêncio do meu quarto
Olho as paredes nuas... despudoradas!
Vislumbro a poesia em sombras... alongadas!

- A sedução do momento é mágica -
e na minha mente surge uma pergunta trágica:

- Poeta sou?... Logo, resisto!

E essa noite de magia enfeitiçada
que não me deixa dormir...
mas me permite vislumbrar o nada,
deixar meu pensamento correr veloz,
para meu corpo se estremecer sensual
e poetar contigo um amor feroz:
canibal, visceral e tão carnal...

Quero-me penetrar em tuas entranhas
sentir indecifráveis sensações
mesmo as mais estranhas,
enlear-me em tuas palavras gementes,
beber um néctar de beijos ardentes,
embriagar-me com teu perfume... inebriante,
lambuzar-me nesse corpo suado e palpitante
e depois dessa noite de poesia escaldante,
quero acordar no oásis da tua cama,
possuída pela poesia de que não desisto.

A madrugada invade o meu pensamento ainda em chama!
E com luxúria poética, divago e insisto
na pseudo-verdade do meu inflexo:

- Poeta sou?... Logo, resisto!

E com a poesia faço sexo
e me desconexo...
com todo o meu reflexo!

By@
Anna D'Castro
in REVELAÇÕES
(D.A. Reservados)

21.9.09

PROCURA


Hoje,
quero ser um ser diferente.
Ter a lua nas minhas mãos,
um retrato antigo esfumado,
um sopro de vento acorrentado,
ao espírito das palavras.

Hoje,
quero escutar os lamentos
dos poetas aprisionados
nas ilusões fugidias.
O marulhar das águas sombrias
do inverno em Copacabana.

Hoje,
quero sentir a cintilante chama
de ardentes olhos cor de anil
que passeiam na praia Vermelha.
Ouvir a maviosa voz gentil
do amante apaixonado.

Hoje,
quero ver a caprichosa aranha
laboriando a sua teia.
O poeta, tecendo o seu poema.
A poesia, traçando a sua trama,
e a vida, renascendo do seu drama!

By@
Anna D'Castro
(D.A.Reservados)
do livro "Aquela Voz

26.2.07

EXILADA

Vivo num voluntário exílio!
Cancei de viver de mordaças
Circunspecta em espaços obscuros
Inúteis, absurdos e inexplicáveis!
Cancei de me ocultar em couraças
Num mundo de ideais irrealizáveis.
Me cancei duma roupagem
Revestida de linhagem
Tentando esquecer o que sofri.
Respirei por todos os poros
- as dores -
Das feridas que me fizeram
Com as facas que me jogaram.
Não lamento o que vivi!
Mas grito ao tempo o meu silêncio
Carregando uma miragem
A poesia é uma imagem
Daquilo que construí.

By@ Anna D'Castro
(D.A.Reservados)
do livro REVELAÇÕES


2.2.07

MIRAGEM

Pensar... e não sonhar,
é um dilema!
O pensamento é sonhador
Como o poema!
A Lua é a inspiração de todo o dia.
Viver, pensar, sonhar
é como luz que irradia.
Percorrer àridos desertos
tentando achar os oásis certos
para atingir as suas metas
* É a miragem dos poetas!...

By@ Anna D'Castro
(D.A.Reservados)

30.1.07

Relembrando 251 anos do nascimento de Mozart



"Não consigo escrever poesia: não sou poeta.

Não consigo dispor as palavras com tal arte que elas reflictam as sombras e a luz: não sou pintor... Mas consigo fazer tudo isso com a música..."


"Para mim, o órgão é o rei dos instrumentos".
***Wolfgang Amadeus Mozart***

(n. Salzburg 27 de Janeiro de 1756; m. Viena 1791)

23.1.07

FADO

(Severa canta o Fado - Quadro de Malhôa)
- É minha sina?
- Meu fado?
- Fadário?
- Sei lá!
Só sei que este meu penar
é apenas num momento!
Pego na pena
e deixo correr meu pensamento:
- É já poema!
A poesia flui:
- Dolente
lentamente
ou...
num instante!
- Noite alta
- Madrugada
- Noite escura.
- Poemas de amor
de amargura
angústia
ou...
solidão!
- Fito o alvorocer!
- O eterno nada
descansa em minha mão!
- E depois?
- Depois, as ideias se misturam
com pensamentos impotentes!
As imagens se desfocam...
Ao longe, oiço como um brado
os acordes dolentes
que gemem da guitarra
e uma voz bem timbrada
castiça e bizarra...
termina o último fado!

By@Anna D'Castro
(D.A.Reservados)
do livro Revelações

(Bairro de Alfama - Lisboa)

11.1.07

HINO À PAZ - OU - APELO DO DESESPERO

No final de dezembro de 2006,
nas ruas do Centro do Rio/rj, vários
panfletos foram afixados em postes
de iluminação pública, por gente
simples do povo, em perfeito
desespero, pelos acontecimentos
tenebrosos que mataram dezenas
de pessoas inocentes, em ônibus
incendiados e em tiroteios entre os
impotentes policiais, versos
'crime organizado'.
Os panfletos escritos à mão ou em
computadores, diziam apenas:
"POR FAVOR NÃO MATEM AS PESSOAS"

....***A.D'C.***....

HINO À PAZ

- QUEREMOS PAZ!
Não militamos a guerra!
- Chega de opressores tiranos
Cobradores de retaliações
Que se dizem justiceiros
Para o bem da humanidade!
- Que a justiça é cega - todos sabemos!

Mas nós não.
NÃO SOMOS:- nem cegos
- nem surdos- nem mudos!
Perguntamos aos Deuses do Olimpo:

- Mas que justiça é essa?
Que com uma mão joga o pão
Com outra bombardeia inocentes!
- Chega de falsos deuses do Éden,

proprietários da Vida Alheia
para quem a vida humana
é uma bola de pingue-pongue!
- Chega de jogos estratégicos!
- Chega de manipular vidas inocentes

como meras peças de xadrez
onde o vencedor é o jogador mais arguto,
vibrando com as altas taxas de liderança!
- O Mundo...

é como uma bola de cristal mal lapidada.
Por vezes, transparente e límpida
Outras, opaca e nebulosa...
- Os hipotéticos deuses do Olimpo

não são deuses, não são nada
mas apenas, tão somente e simplesmente:
- Hipócritas medrosos
que escondem seus medos jogando bombas:
- Anti-Humanidade
- Anti-Liberdade
- Anti-Futuro,
com falso nome de justiça!
- Não. Não queremos a guerra!!!
- Queremos a branca pomba da Paz!
- Queremos Amor e Fraternidade!
Unamos nossas mãos,
"combatendo"com nossas armas:
- As Palavras!
- A Poesia!
Lutemos pela liberdade de toda a Humanidade,
gritando bem alto:
- Não à Guerra!!!
- Queremos PAZ!!!

"Hino à Paz" escrito em 2003, mas... sempre atual

by@
Anna D'Castro
(D.A.Reservados)
livro "Idealizações"

22.12.06

ENTÃO É NATAL - SIMONE



http://www.romantichome.net/musicasnatal/entaoenatalsimone.htm

(dê dois cliks no link, para ouvir a música, na bela voz de Simone)

*Então é Natal*
- E o que você fez?
*O ano termina
E nasce outra vez...










*Então é Natal*E o que você fez?
*O ano termina*E nasce outra vez...

Simone
... ... ...

Que haja sempre um sorriso e
uma palavra de carinho
para reconfortar
o mais necessitado.

Mil felicidades,
muita saúde e Paz
neste Natal e sempre!
para todos nós, meus amigos!

Anna



17.12.06

MOMENTOS!




NÃO ADIANTA OLHAR PARA O CÉU
  ENQUANTO PÁSSAROS VOAM,
  LEVANDO LEMBRANÇAS
  DE SONHOS DESATINADOS!

  POETAS, - SÃO "DEUSES LOUCOS"!
  ESPERAM PELO AMOR
  QUE NÃO TEM Hora Marcada ...

  POETAS, - SÃO RESTOS DE HUMANIDADE "!

  O POETA, CANTA HINOS AO "AMOR"!
  - MAS O "AMOR" É INFINITO ...
  E EM INSTANTES, TÃO POUCOS,
  TRANSFORMA MOMENTOS DA VIDA
  - NUMA BELA ETERNIDADE!

By@
Anna D'Castro
  (D. A. Reservados)
 

14.12.06

QUANTAS MORTES



- Sempre que termina a paixão
Há uma morte mim.
Num coração que parte
Há um vazio, que fica.

= QUANTAS MORTES, QUANTAS?

- Muitas! Tristes, doloridas ...
Quantas Ternuras esquecidas!
Como me marca a última morte
Reflexo de paixão inacabada.

= QUANTAS MORTES, QUANTAS?

- Quanta inquietação arrastada
Para uma nova etapa,
Corroendo uma saudade
Qual solidão indesejada.


= QUANTAS MORTES, QUANTAS?

- Que Brotam da seiva viva
Esperando a próxima morte,
Como um refúgio secreto
Que me inquieta e seduz.

= QUANTAS MORTES? QUANTAS MAIS?!

- Muitas! E muitas mais, sem fim ...
Até que chegue o verdadeiro amor
E a vida, jamais morrerá ...
... sem mim!

By @
Anna D'Castro

27.11.06

TALVEZ... O UNIVERSO!...a Hilda Hirst




















= Talvez que eu seja
o inverso
do meu Universo
ou um sonho adverso
no avesso
do meu verso.

= Talvez que eu seja
a brisa
de ventos uivantes
ululante
em noites escaldantes.

= Talvez que eu seja
o sono
dum sonho disperso
no reverso
do meu verso.

= Talvez que eu seja
- ou talvez não -
uma estrela cadente
piscando
no imenso universo
do meu sonho adverso
quando deixo
meu desejo
impresso
no inverso
de cada verso...

By@
Anna D'Castro
(D.A.Reservados)

4.11.06

À LUZ DO CABARÉ




















APÓS GRANDE SUCESSO
No TEATRO DO SESC - Tijuca
e TEATRO DE IPANEMA:
A CIA TEATRAL CATARSE
- APRESENTA - NOVA TEMPORADA
com Adaptação de poemas de autores da APPERJ
sob Direção de Paulo Telles
= À LUZ DO CABARÉ =
Elenco:
ANNA D'CASTRO
BÁCIMA ZOGHAIB
BARBARA FORNAROLLI
CLARA COUTINHO
JACQUELINE SPERANDIO
MARCELO DEMARCHI
MARCO GUAYBA
QUIVIA MARIANA
RAFA RODRIGUES
*Sábados: às 21HORAS
*Domingos: às 20Horas
*Com início dia 11/11/2006
termino em 10/12/2006*
**TEATRO DO CLUBE MILITAR**
** Jardim Botânico **
Rua Jardim Botânico, 391
Em frente ao Parque Laje
Estacionamento com Segurança - Gratuito
*******************************************
Depois desta ausência do meu Blog
por motivos de ensaios e apresentações
Com um espetáculo que tem sido um sucesso...
VENHO CONVIDAR TODOS OS MEUS AMIGOS
QUE AINDA NÃO PUDERAM ASSISTIR A ESTA
NOSSA PEÇA, ONDE EU FAÇO O PAPEL DA
CAFETINA "SIMONE"
- Nos amores e desamores deste Cabaré da Vida -
Espero todos meus amigos.
Venham compartilhar comigo o sucesso deste espetáculo!
Com meu carinho vos aguardo no Teatro do Clube Militar
a partir de 11/11 aos sábados às 21 horas e domingos às 20 horas
Anna D'Castro

16.10.06

DANÇA DA VIDA


















A vida dança
Na emoção do amor!

Tudo começa no espaço
Tudo resulta da esperança,
Da ilusão e da dor.

A vida dança
Trêmula de paixão
E abala uma lembrança
Que mexeu com o coração.

A vida dança
Por vezes leve,
Por vezes fria,
Tal como floco de neve
Que baila de melancolia.

A vida dança
Quase como um poema,
Ou um beijo rápido e insípido,
Mas que sempre vale a pena
Desde que lépido e líquido!...


By@ Anna D'Castro
(D.A. Reservados)
do livro REVELAÇÕES

4.10.06

DEVANEIOS DE POETA...












Sou uma hóspede do tempo
Habito a casa da vida
Viajo em qualquer momento
Sem nenhuma despedida
Saudades ou sequer lamento.

Levo na minha bagagem
Sonhos de Almas, com sóis e ventos
Percorro nessa viagem
Caminhos de contratempos
Como se fosse simples miragem
Ou devaneios de poeta.

Mas a vida não é Concreta
É uma canção envolvente
Num solfejo de Esperança
Com estribilhos de gente
Em compassos de Contradança...

= A vida é como uma criança
= Simples hóspede do tempo!

By@
Anna D'Castro
D.A.Reservados)

2.10.06

NÃO CHOVE MAIS...



Nos meus olhos
Lágrimas não chovem mais.
O pranto secou
Mas a tristeza não terminou.
A poesia quer me abandonar
A inspiração parou.


Os versos se trancam em rimas soltas
Espalhando poemas
Ao vento brando.
No deserto árido do meu peito
O oásis poético
É apenas uma miragem.
A chuva calmante
Não faz parte da paisagem.
Ao longe gritos calados
Nascem no horizonte
Como versos parados
Que secam no meu olhar...

A chuva secou nos meus olhos
Os versos não chovem mais!

By@
Anna D'Castro
(D.A.Reservados)
do Livro Revelações

¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨ *** ¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨



"Lembrem de mim como de um que ouvia chuva
Como quem assiste missa
Como quem hesita, mestiça
Entre a pressa e a preguiça
Acordei bemol
Tudo estava sustenido
Sol fazia
Só não fazia sentido



(Paulo Leminski)



30.9.06

DOIS MARAVILHOSOS PRESENTES...









... duma maravilhosa e querida amiga. Daniele Vasques, que tem o maravilhoso Blog *Mulheres de Preto*... Este travesseirinho floral, tem um pedaço da sua alma, em forma de poema. Lindo demais. Obrigada minha amada, te adoro, teu cantinho está reservado no meu coração. Agora abaixo o segundo, lindo presentinho....
Aqui ficam os 2 para que todos posam ver como é bom ter amigos queridos...








Este é o outro presentinho da minha amada Daniele, para o meu Blog Recolhendo Farpas. Lindíssimo não é? Com um frase de Pablo Picasso e o toque especial das suas mãos de Fada. Muito obrigada amada amiga, que Deus te proteja sempre. Meus beijos carinhosos.

Anna

26.9.06

MENDIGOS DE AMOR

São os Mendigos de Amor,
famintos de beijos.
Seus farrapos
são os desejos
de se acariciar.
Vivem numa Prisão de Palavras,
com suas Grades de Espanto.
Tentam esquecer
as Chamas do Desencanto
que queimam as Teias do Tempo.
Vivendo num mundo de ilusão,
permanentemente estendem a mão
às migalhas da pobreza
os jardins são a sua riqueza.
E...no horionte:
- o sol nasce,
- a lua se esconde
- e o Amor... amanhece!

by@
Anna D'Castro
do livro AQUELA VOZ

(D.A.Reservados)

21.9.06

RESTOS























Sou um acaso do tempo
Uma história não vivida
O desencontro dum sonho
Uma carta mal redigida...

Um rascunho que se não leu
Um poema que não surgiu
Um amor que não venceu
Uma amizade que partiu...

Uma estrada que não tem fim
Um retrato que se rasgou
Um lugar longe de mim...

- Sou da vida o que restou!

by@
Anna D'Castro
(D.A.Reservados)

20.9.06

SEMANA DAS ESTREIAS DE TEATRO...




Dia 6/9 - 4ª. feira estreou no Teatro do Planetário a peça "Nada Que Eu Disser Será Suficiente Até Que o Sol Se Ponha...
Texto: Renata Mizrahi
Com: Renata Mizrahi e Elisa Pinheiro
Direção: Diego Molina




"FALAR como uma maneira de expressar aquilo que se sente. Não importa para quem, aonde ou quando. Até que a porta se abra ou até que o sol se ponha, tudo aquilo o que foi dito já não terá mais importância. Mas foi refletido tudo o que se deseja, tudo o que se quer. Querer é querer. Desejar, não é querer. Nada que eu disser será suficiente até que o sol se ponha...
**************
Todas as 4ªs. e 5ª.feiras até 28 de Setembro

13.9.06

SEMANA DAS ESTREIAS DE TEATRO














FUI! - É sobretudo uma comédia hilária, divertida, emocionante e surpreendente.
Trata-se do diálogo entre o personagem Pedro e sua consciência, a respeito da relação com sua mulher que o troca pelo seu melhor amigo. A depressão por ter sido trocado e o desejo de vingança o leva a pensar em se jogar do terraço do prédio onde trabalha.
"Pular ou não pular? Eis a questão!"... A partir daí...
Vá conferir e se divertir no:
Teatro das Artes
Shopping da Gávea
3ªs. e 4ªs. feiras - 21 horas
João Camargo e Roberto Battaglin











João - Anna - Roberto - 5/9
Estreia da comédia FUI!










João Camargo e Roberto Battaglin
Estreia Dia 5/9 - FUI! - TEATRO DAS ARTES

4.9.06

MATERNAL



















Há horas duras de passar.
Horas tão difíceis de encarar...
Mas há horas que nascem
De torrentes de abraços
E jorram correntes de laços
Mesclando de cor
Um corpo sangrando
Em sal e suor.
Há horas que sobram da dor
Da navalha que rasga o ventre
Da mãe que sofre horas tamanhas
E dá todo o seu amor
Ao filho que sai das entranhas
Como um belo cisne
De asas brancas
Que deixou de habitá-la.

By@
Anna D'Castro
(D.A.Reservados)


31.8.06

SER POETA - FLORBELA ESPANCA




















Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino d'Aquém e d'Além Dor!

É ter de mil desejos o explendor
e não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
é ter garras e asas de condôr!

É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!

E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
e dizê-lo cantando a toda a gente!

FLORBELA ESPANCA
********************
Meus queridos amigos estou de volta, estou bem melhor, graças a Deus. Obrigada por todas as msgs de carinho.
Quero vos presentear, hoje com um lindo poema, da maravilhosa poetisa portuguesa Florbela Espanca, minha musa e uma mulher muito à frente do seu tempo.
Amanhã deixarei um poema meu, entretanto venham deliciar-se com este 'cheiro de amor' de Florbela.
Anna D'Castro

17.8.06

MEU BEIJO AOS AMIGOS


Gente amiga, vim aqui hoje, só pra dizer que tenho estado com uma virose muito forte, muita febre e dores em tudo o que é lugar.

Hoje a febre baixou um pouco e me permitiu vir aqui só um pouquinho matar saudades. Já há uns aninhos que não ficava assim.
Mas, mais um dia de repouso "forçado", para espantar a febre e estarei aqui deixando os meus recados e visitando os amigos.

Meu beijo carinhoso, a todos os que têm deixado belos coments.
Me aguardem, já já estou de volta.

Carinhosamente.
Anna

8.8.06

ABANDONO...


Para lá da montanha há um rio
Um rio de águas turvas
onde meus sonhos se afogaram...

Para lá da montanha o sol se põe

Descobre o rio de sonhos encobertos
querendo saber como alcançar o mar.

Sou como um rio de saudades paradas

faminta de desejos incontidos
como peixe em busca de algas
numa fonte de águas cristalinas...

Sou como um rio querendo a foz

Para poder chegar ao mar
a bordo do meu coração ferido
quero saber como me alcançar.

Estou como frágil navio perdido

abandonado antes de chegar...

By@

Anna D'Castro
(D.Reservados)
in "Memórias dum Pensador"

7.8.06

CARINHO E AGRADECIMENTO


Estou muito honrada e comovida pelo prêmio que a queridíssima Daniele, dona do maravilhoso Blog "MULHERES DE PRETO", que escreve magnificamente, me quis conceder e ela sim ganhadora de vários e merecidos prêmios, pois tem um dos Blogs mais lindos que eu tenho frequentado. Daniele é uma escritora especialíssima, sua poesia e prosa têm um toque de classe que merece ser visto, lido, visitado, apreciado e daqui lhe bato as palmas para tão nobre poeta. Aconselho todos os amigos que lêem e visitam este cantinho a visitar Mulheres de Preto.É só ir nos meus destaques e acessar o link. Parabéns a vc Daniele e bem haja pelo carinho e amizade.
Meu beijo
Anna

REVELAÇÕES


Sou como água bravia
Quando me tentam prender
Sou gaivota fugidia
Vendo o sol desaparecer.

Solto um grito lancinante
Quando a dor desatinada
Desta vida quase errante
Me transforma em quase nada.

Sorvo no ar que respiro
O néctar da bela flor
Como o êxtase dum suspiro
Num beijo puro de amor.

Sou também como água calma
Quando o ser enamorado
Entra em paz na minha alma
Num delírio apaixonado.

By@
Anna D'Castro
(D.A.Reservados)
do livro REVELAÇÕES

3.8.06

AUTO RETRATO


Com minha Couraça de Alegria
Sou a que chora, sem para quê.
Vivo num Castelo que ninguém vê
E tiro de dentro do peito, a Poesia!

Sonho ser a Irmã da Cortesia,
Mas rasgo em prantos meu coração.
Minha Vida avança, com emoção,
Quando arranco das entranhas, a Fantasia!

Tive uma vã, quase inútil, mocidade,

Sem gosto de Descoberta nem Conquista
Só repressão, gritos, agressão, ansiedade...

Quando olho para trás vejo, com saudade,
Que não vivi a vida, que era prevista
e, busco insatisfeita, a minha verdade...

By@
ANNA D'CASTRO
(D.A.Reservados)

do livro Aquela Voz

2.8.06

ALMA DE MULHER


Minh'alma chora ou ri, com sentimento,
Repleta de quimeras e ansiedades,
E sonha ser maior que o Pensamento,
Gritando ao Mundo, insólitas verdades!

Meu corpo se estremece, em forte alento,

É sôfrego no culto das vontades,
Eu sou mulher que vive em encantamento,
Isenta de pretensas veleidades.

Alguns conselhos dados, sem carinho,

Intentam de eu seguir outro caminho,
Mas eu, decido estar onde eu quiser...

Sou firme, de altivez determinada,

E sigo resoluta, pela Estrada,
Traçada por minh'alma de Mulher!

By@
Anna D'Castro
(D.A.Reservados)
do Livro Revelações

1.8.06

COMO UM SOPRO

Você chegou no meu caminho
- por acaso! -
Logo meus olhos
ficaram presos
ao seu rosto expressivo
e ao seu olhar, tão penetrante.
- Por acaso...ou talvez não.
Seus braços me rodearam
de mansinho, suavemente.
Escutei sua voz, cálida,
me falando tão mansamente.
Suas palavras, bebi-as com loucura...
Imaginei suas mãos, macias
me acariciando com ternura.
Deixei minha alma se envolver
em sua alma, tão envolvente.



Mas depois, o telefone tocou:
você falou, falou, falou...
Foi tudo tão de repente.
E como um sopro, o encanto acabou.
Minha alma parou...
E tudo terminou,
tão simplesmente!

By@Anna D'Castro
(D.A.Reservados)
do livro REVELAÇÕES

31.7.06

INJUSTIÇA


Quando o Amor é demais
não é justo dizer.
Quando a dor é demais
não é justo gritar.
Quando o horror é demais
não é justo sofrer.
Quando a guerra ataca
não é justo morrer.
Quando a criança chora
não é justo deixar.
Quando o pai não tem pão
não é justo acontecer...
E vem o pranto, sem lágrimas
O grito sem razão
A palavra trancada
Dentro do coração
E a injustiça dos homens
Que nunca pede perdão
A todos os inocentes
Que sangram descompaixão.

By@
Anna D'Castro
(D.A.Reservados)

23.7.06

POEMAS CRISTALIZADOS


Poemas inacabados
são males guardados
dentro das gavetas do cérebro
trancados em humores calcificados.
- Às vezes fico doente

quero expelir a razão acumulada.
- Às vezes perco a razão

as palavras ficam encravadas
teimando em não se soltar.
- Às vezes sinto tristeza

há poemas presos
ameaçando invadir dias sombrios
como quem quer tirar a solidão
das amarras da angústia
das garras da depressão...
Os poemas se grudam em palavras

como árvores plantadas em areias movediças
no meio dum seco deserto.
Mas as palavras se secam

no canto dos olhos
querendo soltar o poema
no silêncio sozinho da noite
como se o poema fosse
apenas um belo cristal
caído duma lágrima doce.

by@
Anna D'Castro
(D.A.Reservados)
do livro REVELAÇÕES

18.7.06

AQUELA VOZ

Oiço Aquela Voz,
Que irrompe profunda
No silêncio do meu quarto,
E nesta noite,
- de encanto desprovida -
Eu estou só
e aqui...
no meio da solidão
perdida!


By@
Anna D'Castro
(D.A.Reservados)
do Livro Aquela Voz

16.7.06

DESFOCADO



















Cai sobre o dia a dia
um amontoado
de vácuos
que amarrotam
todo um passado
que se esvai
para um futuro
sem visão...

by@
Anna D'Castro
(D.A.Reservados)

14.7.06

O SILÊNCIO DAS HORAS






A pedra que é meu corpo
teima em não se deixar cair
no charco da vida
nem deixar-se arrastar
pela brisa que rege
o destino das horas paradas
duma vida sem luz.

Estendo as mãos buscando...
mas só encontro trevas...
Escuto o Silêncio das Horas
no longo tempo de espera
pela realidade ou quimera
que teima em não regressar.

Silêncio ou Verdade?
Quimera ou realidade?
Meu Amor como demoras.
Vem...
Com o Silêncio das Horas!

By@
Anna D'Castro
(D.A.Reservados)

4.7.06

CONFRONTO...















Por vezes sou chôro
Por vezes sou riso
Por vezes sou lágrima
Outras paraíso.

Por vezes me encanto
Por vezes me enamoro
Por vezes me desencanto
Outras me desespero.

Tantas vezes eu sonho
Outras tantas acordo
Quantas vezes suponho
Estar em desacordo.

Por vezes sou rio
Querendo a foz
Por vezes sorrio
Pois sou meu algoz.

Por vezes eu quero
Por vezes eu vou
Quando considero
Que a vida passou...

By@
Anna D'Castro
(D.A.Reservados)
do livro Revelações

3.7.06

BEIJOS SAUDOSOS

















Saudades daqueles beijos molhados
que aqueceram meu corpo
sedento de amor.

Saudades daqueles beijos molhados
que encheram de paz
as entranhas do meu ser.

Saudades daqueles beijos molhados
que lavaram minha alma carente
com tanto carinho e emoção
adoçaram com seu mel
meu amargurado coração.

Beijos lembrados
jamais esquecidos!

Beijos brindados
com champanhe ou licor
Em nossas bocas sedentas,
são o néctar do amor!

By@
Anna D'Castro
(D.A.Reservados)
do livro "REVELAÇÕES"

1.7.06


AUSÊNCIA

Dois corpos nús
na chuva se amam.


Corpos molhados,
entrelaçados...

Murmúrios de delírio e paixão.

O vento sussura baixinho
e os corpos se estremecem.


Momentos mágicos de emoção,
ilusão e paixão.


Os corpos nús
na chuva se amam
esquecidos do mundo
que teima em girar
ao redor.


Ausência inconstante
de delírios abstratos,
anseio de sonhos
resto de recordações encenadas
no palco dum tempo
que expirou na vida...


No palco da vida
só a paisagem importa...
mais nada!


E os corpos nús
se amando na chuva
ausentes da vida
que teima em passar...


By@
Anna D'Castro
(D.A.Reservados)

APELO...


























APELO


No vazio do meu quarto

eu sinto a falta do teu corpo

meu amor!

Na minha cama,

vazia de amor,

eu sinto a falta do teu corpo

meu amor!

No vazio da minha vida,

vazia de amor,

eu espero por ti,

meu amor!

Na solidão dos dias

vazios de amor,

estou só, tão só,

meu amor...

... vem!

By@

Anna D'Castro

(D.A.Reservados)

do livro "Aquela Voz"


29.6.06

PERDIDA


















- Sou lua perdida
na escuridão da paisagem
sem que o luar ilumine
a órbita da paixão...

- Sou lua perdida
da tua constelação!

By@
Anna D'Castro
(D.A. Reservados)

24.6.06















O LADO DE LÁ

Eu nasci na linda Lisboa
E no Alto do Pina morei
Mas com vinte e um anos
A minha cidade deixei.

Fui para Almada morar
O Rio Tejo atravessei
Depois da Ponte passar
Não mais a Lisboa voltei.

Amo aquele lado de lá
Meus filhos lá os criei
Após vinte e sete anos
O lado de lá abandonei.

Com os filhos já criados
Ao Brasil eu retornei
Pelos sonhos adiados
O lado de lá deixei.

Aqui vivo poetando
E num palco eu me agito
Por vezes fico chorando
Com o coração aflito.

Mas meu sangue aventureiro
Me leva de cá para lá
Amo o meu Rio de Janeiro
E o coração do lado de lá...

By@
Anna D'Castro
(D.A. Reservados)














PRECISO DE ESPAÇO

Preciso de espaço
para pensar.
Preciso de espaço
para viver.
Preciso de espaço
para te amar.
Preciso de espaço
para entender...
Como é que eu:
Preciso de espaço
para encontrar
o meu espaço
para morrer!...

By@
Anna D'Castro
(D.A.Reservados)



















RETRATO DE ARTISTA

Sua nave aventureira
Traz a Esperança no mastro,
No comando, alvissareira,
Ágil, a Anna D'Castro.

Segue um destino traçado
Com a ousadia por lastro,
Herdeira de luso ousado
A nau de Anna D'Castro.

O seu verso, tão ornado,
Tem a elegância de um mastro:
Esse o retrato falado
Da artista Anna D'Castro.

Autor: Antônio Lazaro de Almeida Prado
= Professor e Poeta =
São Paulo, 20/I/2006



















MEU PALCO! -- NUM MINUTO!

Sou uma atriz sem palco
que rodopia, gira dança,
dia a dia com a Vida.
- Sei que sou destemida!
Vivo sempre em corda bamba...

(refrão) {Só danço o samba!
( " ") {Só danço o samba!
( " ") {Vai...vai...vai...vai...vai...vai...

Mas meu palco é dor calada
Com a vida segue a Estrada
Que me torna em quase nada!

(refrão) {Só danço o samba
( " ") {Só danço o samba
( " ") {Vai...vai...vai...vai...vai...vai...

Não desisto nunca e luto!
Luto, p'ra achar melhor momento
De colher meu próprio fruto.
- Na Glória ou no Sofrimento?
Que nada. Apenas no meu minuto!...

(refrão) {Só danço o samba
( " " ) {Só danço o samba
( " " ) {vai...vai...vai...vai...vai...vai...
( " " ) {Só danço o samba!
( " " ) {VAI !!!

By@
Anna D'Castro
(D.A.Reservados)



















Lindo quadro "Abstrato" do poeta e Artista Plástico,
grande impulsionador Cultural em todo o Brasil
Ademir Antônio Bacca
para ilustrar este meu poema tão

"Abstrato e tão Concreto"

Only two eyes
in the dim light
pierce the wall
of a crumbling world
an static veil,
at rest,
that burns.

=World-blind=

Dois olhos somente
vagueiam no escuro,
trespassam o muro,
rasgam destroços
dos restos do mundo.
Asa que não voa,
brasa que magoa,
verdade que atordoa.
Traição que corrói,
ferida que não dói
Apenas se sente;
E dois olhos somente,
penetram no muro,
repousam e ardem!...

By@
Anna D'Castro
(D.A. Reservados)

19.6.06


Evento Santas Terças.

Leituras dramatizadas de cartas de amor, Notas de suicídio, diários íntimos, etc...

Uma pesquisa dirigida e organizada pelo escritor Fábio F. Fabretti com o elenco de atores:

Anna D'Castro, Thiago De Los Reyes e Francisco Malta (foto)

No Santa Rosa Loung - Ipanema. Setembro e Outubro de 2005


UMA PEQUENA HOMENAGEM A UM CARA QUE FAZIA RIR UMA PORÇÃO DE GENTE E PARTIU DO SEU POSTO DE TRABALHO, BUSCANDO MATERIAL PARA MAIS UMAS RISADAS...
O ANDAR DE CIMA ESTÁ EM FARRA, MAS NÓS POR AQUI ESTAMOS DIFÍCEIS DE RIR....

VALEU!
Claudio Besserman Vianna - BUSSUNDA



A vida é uma passagem e também uma Miragem...
Mas pô fala sério! É muita sacanagem...

Coisas ruins já são demais na vida. Deus coloca algumas pessoas para terem o papel de amenizar algumas dessas coisas ruins... e Bussunda era uma dessas pessoas. Era uma "personagem" tão original que até seu nome era único e próprio para que ninguém o esqueça. Bussunda, não esqueceremos de você e de todos os sorrisos que nos proporcionou. Fica de olho em todos aqueles que como eu amam fazer humor, pois está difícil de aflorar sorrisos sem preocupações...
Turma do Casseta, FORÇA neste momento, valeu?!
Meus sinceros sentimentos para a família e para os companheiros de trabalho e amigos.
Um beijo duma atriz do humor se sentindo bem mais pobre, sem mais um companheiro.
Anna D'Castro

17.6.06


















DIALÉTICA DO AMOR

= O amor quando aparece
promete dias sem sofrimento
Risos sem choro
E o sol todas as manhãs!
= O amor quando acontece
Não pede licença para entrar
Toma o seu lugar
no coração
E arrasta duas almas
na sua paixão!
= O amor é um descarado
Promete a Lua,
mas sabe que não tem escada
que chegue lá...
Promete o Sol,
sabendo que se queimará...
Promete as estrelas,
sabendo que pode chuver!...
= O amor entra em decadência
quando o romance
entrar em impaciência
começando a cobrar
a sua existência.
Depois...
Depois tudo começa a virar:
- O Amor vira Problema
- A Paixão vira Teorema
e o resultado da equação... vira Poema!

By@
Anna D'Castro
(D.A.Reservados)
do livro REVELAÇÕES

16.6.06












MÃOS COM ALMA













= Mãos sedosas,
caprichosas,
que fascinam
e ensinam
outras mãos a acariciar.
= Mãos saudosas
de ternura,
com que doçura
elas fazem suspirar.
= Mãos gritantes,
tão irritantes,
quando não sabem afagar.
= Mãos gementes,
tão dolentes,
afastando a sua dor.
= Mãos de paixão,
como um coração
palpitando por seu amor.
= Mãos que resistem,
mas que insistem
em transmitir o seu calor.
= Mãos que castigam
e que fustigam
teimosamente ao se tocar.
= Mãos feiticeiras,
tão traiçoeiras,
também sabem perdoar...
= Mãos carinhosas,
perfumadas como rosas
Esfíngicas,
tão deleitosas,
esguias,
tão a meu gosto,
traçam,
com alma de artista
as linhas desse teu rosto!

By@Anna D'Castro
(D.A.Reservados)
do livro "REVELAÇÕES"


13.6.06













SER JOVEM
é como ser flor silvestre
ave voando pelo azul celeste
areia afagada por onda mansa.

SER JOVEM
é trazer consigo a esperança
dum futuro que lhe sorria
ou elmo perene de alegria.

SER JOVEM
é beber a fresca água do saber
saciar a sede por satisfazer
afogar o medo da ignorância.

SER JOVEM
é sentir o aroma da petulância
do pensamento e do caminhar
de tudo saber e desvendar.

SER JOVEM
é trazer consigo sonhos belos
de íngremes e lendários castelos
divagando pelo infinito.

SER JOVEM
é não fazer da vida um labirinto
nem jamais aceitar a derrota
mesmo que a velhice lhe bata à porta.

By@
Anna D'Castro
(D.A.Reservados)
do livro Aquela Voz

3.6.06

REBELDIA DUM CAMINHO INCERTO


Tu, Mulher, que renunciaste: - ao carinho, - ao amor... escuta este poema que é pra ti.

Tu, que caminhando vais, em busca do passado... ou talvez do tempo!...

Mas, o passado não volta e o tempo demora.

A ti que olhando a Noite procuras o Sol... - Ele existiu e te abrasou.

A ti, que renunciaste, a ti Mulher só, eu fiz este poema, para que te não sintas tão só... como coisa deitada ao chão e que não presta!...... como folha caída espezinhada e varrida, no Outono!

A ti, Mulher só, na solidão da noite ou na alegria do dia, eu fiz este poema.

A ti, Mulher que renunciaste, escuta a minha prece. A prece de uma Mulher só... como coisa morta, afastada da vida, esquecida. Eu, como tu, renunciei: - ao amor, - à felicidade... que desejava de verdade!

Mas, tu Mulher, não estás só! Porque eu estou contigo e penso em ti; e venho dizer-te para que não renuncies, mas antes luta. Tens que lutar: - pela felicidade, - pelo Amor, - pela vida e... pelo carinho, desse Alguém que ao se afastar, te fez desesperar e te fez sentir também: - Só!... Nada... Ninguém!

By@ Anna D'Castro

do livro AQUELA VOZ


DANÇA DA VIDA



DANÇA DA VIDA

A vida dança
Na emoção do amor!
Tudo começa no espaço
Tudo resulta da esperança,
Da ilusão e da dor.

A vida dança
Trêmula de paixão
E abala uma lembrança
Que mexeu com o coração.

A vida dança
Por vezes leve,
Por vezes fria,
Tal como floco de neve
Que baila de melancolia.

A vida dança
Quase como um poema,
Ou um beijo rápido e insípido,
Mas que sempre vale a pena
Desde que lépido e líquido!...

By@
ANNA D'CASTRO
(D.A. Reservados)
do livro REVELAÇÕES






AMIZADES




Como é bom e reconfortante falar de amizade!
As amizades são construídas aos poucos, como os minutos do
tempo que não pára, em cada coração.
As amizades nascem com um gesto, um olhar, uma busca de
afinidades, de risos e lágrimas, se sabores e dores, de várias
cumplicidades.
Há aquelas que se comunicam em silêncios lânguidos,
compreendidos nos olhares atentos.
Amizades profundas, nascem por vezes duma discussão acesa,
por causas, depois julgadas fúteis, em que essas coisas inúteis,
se tornam úteis, porque fizeram aflorar e consolidar uma sólida
amizade.
Há ainda aquelas que caminham lada a lado desde os bancos da
escola. As que aparecem e crescem do time que disputa a mesma
bola...
A palavra do amigo, o ombro dado com carinho, é remédio mais
que eficaz contra a tristeza e desilusão.
Nunca é tempo perdido, aquele que se gasta com um amigo. É
tempo recompensado, aproveitado, enriquecido, vivido, abençoado.
As lembranças amigas que o tempo não apaga em cada ausência,
por vezes forçada, mas tão presente no coração da verdadeira
amizade, que chora ou ri com a saudade, mas está sempre
presente no coração e na alma da gente.

By@
Anna D’Castro

(D.A.Reservados)
Do livro de pensamentos: ”Memórias dum Pensador”

2.6.06

RECOMEÇO

Perdida em meio de mim
Sonho com Fênix
Ave sempre renascendo
Das cinzas dum negro passado.

Perdida em meio de sonhos
Sou apenas metade de mim
Buscando um porto seguro
No meio de revoltos oceanos.

Perdida em meio do mundo
Sou pedaço da minha metade
Pequeno barco vogando ao vento
Buscando o rastro do norte.

Perdida em meio às saudades
Sonho esquecer tua lembrança
Querendo achar meu pedaço
Para calar este meu pranto.

Quero a minha metade
Preciso me sentir inteira
Preciso achar minha verdade
Para recomeçar da poeira.

By@
Anna D'Castro
(D.A.Reservados)
do livro REVELAÇÕES

1.6.06























UM SALTO NO ABISMO

Não esqueço dos amigos jamais... nem sequer dos meus objetivos!
Apenas fico cansada de lutar contra Moinhos de Vento,
tal e qual um D. Quixote de Saias perdida em desertos de promessas...

By@
Anna D'Castro
(D.Reservados)

SOMENTE PALAVRAS

Palavras escritas e lidas
Com entonação tão potente
Palavras, somente palavras
Que nos ensinam a ser gente!

By@
Anna D'Castro
(D.Reservados)






SOMENTE PALAVRAS (2)






Se eu falar do que sinto
O céu, a lua e as estrelas
Ficarão cheios da minha dor.
Uma brisa começou soprando suave,
Mas se esfumou, como um fantasma.
Meu passado foi sofrimento.
O presente está derivando ao vento.
O futuro? Mera interrogação.
Se eu falar do que sinto,
As palavras se trancam em boca calada.
As lágrimas teimam em inundar
Os olhos, que apenas deveriam
Intensamente fitar.
Meu coração esperançado,
Está ficando amordaçado,
Não aguenta tanto sofrer.
Quisera poder parar de tanto amar
Mas as palavras se atropelam a correr.
Se eu falar do meu sentir
Só o Amor me alimenta e me faz sorrir.

By@
Anna D'Castro
(D.A.Reservados)
do livro REVELAÇÕES

31.5.06



















PEDAÇO DE CÉU

Escuto suaves murmúrios
no meio da multidão.
Serão apenas suspiros de solidão
ou a esperança duma bela recordação
que ficou pairando no ar?
Olho em redor...
- Nada restou!
Apenas solitário ficou
um coração engalanado
de pétalas de rosa,
junto dum frágil corpo
na busca incessante
do seu pedaço de céu!

By@
Anna D'Castro
(D.A.Reservados)
do livro REVELAÇÕES















SOCIEDADE ANÔNIMA

Pobre menino de rua
Que triste vida, essa tua
Sem sequer saber de pai
Nem ter carinho de mãe.

Na dura estrada da vida
Foste parar sem saber
Sem pedir e sem querer
Esse destino trilhar.

Pobre menino de rua
Que triste vida, essa tua
Sobrevives a mendigar
Sem tempo para brincar.

No farol pedes esmola,
Na esquina cheiras cola
E o mundo passa indiferente
Sem pensar que tu és gente.

Pobre menino de rua
Que triste vida, essa tua
Sem ninguém ter compaixão
Se dormes na pedra do chão.

Teus irmãos são os demais
Que também não têm pais
Mas possuem corações
Onde abrigam ilusões.

Pobre menino de rua
Que triste vida, essa tua.
Te chamam de marginal
E te fazem tanto mal.

Decretam Direitos iguais!
Aqueles "Internacionais"...
Que muito exigem e pouco dão
Nem sequer o teu ganha pão.

Pobre menino de rua
Que triste vida, essa tua.
Na favela irás parar
E com o tráfico cruzar.

Mas um dia, de sopetão,
Buscando a tua ilusão
Duma família construír
Uma bala te irá atingir...

Quase sempre assim termina
- infelizmente em chacina -
Um pobre menino de rua
E a vida triste, que foi sua!...

By@
Anna D'Castro
(D.A.Reservados)
do livro REVELAÇÕES

30.5.06




















VÁRIAS DE MIM

Sou várias, em várias de mim...
Sei, porque eu me conheço
Mas nem sempre reconheço
Porque terei de ser assim.

Tem horas que sou como rocha
Uma matéria impenetrável...
Outras, fico tão frágil
Toda eu sou maleável!

Em permanente conflito
Vivo nesse labirinto
Às vezes, solto meu grito
Quando não sou o que sinto.

Mas quando fico nervosa
Mostro como estou carente
Tal como pétala de rosa
Em mão inconsequente.

Não quero mostrar minha dor
Fica presa na garganta
Prefiro falar de amor
Dar leveza e graça tanta.

E nessas várias de mim
Tenho a alma como o vento:
- eterna, rebelde ou branda -
E a chama que crepita sem fim...
É a única que me comanda!

By@
Anna D'Castro
(D.A.Reservados)

do Livro REVELAÇÕES

GRITA O SOM DO SILÊNCIO

Socorro! Tem alguém aí???
Alguém que escute o som do Silêncio...
Alguém que me escute
No silêncio...
Alguém que escute o meu Silêncio...

Tem alguém aí???...
Preciso que alguém me ouça
Que alguém me preste atenção
Espero em silêncio que alguém chegue
Espero acalmar a solidão.

Tem alguém aí???...
Alguém que me espera.
Alguém que espera ...
No meu silêncio...
Mas quem espera, desespera
E nem sempre sai do lugar
Quem chega vem apressado
Não tem tempo pra esperar...

Quem espera, sempre cansa
Fica em silêncio esperando.
O som do silêncio se cansa
O grito acaba 'chorando' ...
Tem alguém aí???...

By@
Anna D'Castro
(D.A.Reservados)

do Livro REVELAÇÕES

26.5.06





















SEPARAÇÃO

= Na nossa história de separação
Você quer ficar com a tua razão...
Então fica!

- Eu escolho a minha emoção,
Meu pôr-do-sol,
O canto dos rouxinóis...

= Na nossa história de separação
Você quer a tua verdade absoluta...
Pode ficar com ela!

- Eu prefiro a luz do luar,
Aquela estrela tão bela,
O vento beijando meu rosto...

= Na nossa história de separação
Você quer ficar com a tua certeza...
Pode ficar!

- Eu prefiro perder um momento
Para sentir toda a beleza
do florir das rosas na primavera...

Você pretende ficar - sem abrir mão,
De todos os direitos...
Pode ficar, são todos seus!

- Eu desejo apenas, os meus sonhos,
O ruído das velhas árvores
Sussurrando no outono...

= Na nossa história de separação
Você com tudo quer ficar...
Não há problema, pode crer!
Você vai ficar...

- Eu partirei....
Pra finalmente, viver!

By@
Anna D'Castro
(D.A.Reservados)
do livro REVELAÇÕES








Pensamentando...

No meu peito se cravam os punhais do tempo,
as lanças do passado e os testemunhos sem viço, nem suor...

By@
Anna D'Castro

(D.A.Reservados)

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