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NÃO CUSTA NADA... E FAZ UMA 'GIOCONDA' FELIZ!

TRADUZA AS FLORES...


Me Sigam as Boas Flores...

30 de nov. de 2014

A VIDA POR UM FIO


A VIDA POR UM FIO


Apenas por um fio a vida se suspende
Como bailando numa corda bamba
Ou na teia duma caprichosa aranha...
Vai-se segurando no vazio sem rede.

É como a borboleta que voa na primavera
De flor em flor espalhando o pólen ao vento
De sonho em sonho vai beijando a quimera
E desaparece na sombra do pensamento.

A vida é sonhadora... como um poema...
Tem a beleza do arco íris na sua eterna magia
Tem aromas de cor com risos de alegria
E nas mãos duma criança uma flor de açucena.

A vida vai passando e arrasta o tempo...
Por vezes cai... cai com a noite escura de breu...
Cai com a chuva que cai a todo o momento
Levanta-se... e vai dormir nos braços de Morfeu.

A vida é sedutora... nos seduz com a luz do luar
Com o borbulhar da espuma na imensidão da areia
Com o som das ondas... e com a brisa do mar
Até com a beleza de tecer uma rendilhada teia.

A vida faz-nos falta com a sua idílica poesia...
Que nos transporta para longínquas paragens
Faz-nos viajar através do sonho e da fantasia
Para horizontes desérticos repletos de miragens.

Na sua penumbra doce... tem aromas de mel e de maçãs
Nos desperta com os acordes ao despontar da aurora
E deixa fluir sonhos com o clarear de frescas manhãs
Para que depois possa ver girar o mundo lá fora...


By@ 
Anna D’Castro



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 Todos Direitos Reservados
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.

29 de out. de 2014

RETALHOS DUMA VIDA




Num instante só e... é já tão tarde!
O tempo é tão distante e o amor já não arde
Passou rápida e breve a mocidade
Foi ardente... vibrante... audaciosa...
Mas chegou o outono da idade
E a alma estacionou esplendorosa.

Meus olhos anoitecem já deitados
Trouxeram um  silêncio estranho...
Uma neblina na noite escura
Caminhos sombrios e tão cansados
Pedras rasgando calçadas
E a vida perdendo-se na lonjura.

Num instante só e a viagem é interrompida
A esperança é apenas uma quimera
A ilusão adormeceu na primavera
E os sonhos do passado... são retalhos duma vida!





By@
Anna D’Castro



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4 de out. de 2014

O ESPAÇO DOS SONHOS


O ESPAÇO DOS SONHOS

- Meu sonho é de aço
que disfarço...

- Já foi nascente
hoje é poente...

- Já foi régua
hoje é trégua...

- Já foi alimento
hoje é um lamento...

- Já teve o seu compasso
hoje é só um espaço...

- Se não ficar atento
ao movimento do tempo
O sonho que era luz
fica cinzento
Porque o tempo vai ficando escasso,
a vida rege os sonhos com régua e compasso
e o momento de realizá-los perde o seu espaço!


By@ Anna D’Castro



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30 de set. de 2014

CHUVA DE PRIMAVERA






Lá fora a chuva cai...
As primeiras gotas de chuva na primavera...
Uma chuva incessante,
Mas harmoniosa
Que vai correndo sinuosa
Lavando as pedras da calçada.

Nos jardins a chuva acaricia folhas e flores...
O aroma das rosas, o frescor das margaridas
São presentes da natureza
Que nos inebria com tanta beleza.

No céu soam trombetas de luz e cor
Bandos de andorinhas e colibris
Chilreiam vibrantes pelas estradas
Entoando lindas canções de amor
Como o fado nas madrugadas...



By@
Anna D'Castro


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29 de set. de 2014

TALVEZ QUE O UNIVERSO... SEJA IN-VERSO!

Talvez que eu seja
O inverso
Do meu universo
Ou um sonho adverso
No avesso
Do meu verso.
Talvez que eu seja
A brisa
De ventos uivantes
Ululando
Em noites escaldantes.
Talvez que eu seja
O silêncio ou o pranto
A dor doce ou amarga
O riso ou o choro
Do meu desencanto.
Talvez que eu seja
O desencontro dum alegre
E triste encanto.
Talvez que eu seja o rosto da tristeza
Vasto e branco
Como uma fiandeira de versos
Sem rima
Balouçando à deriva
Num mar de incerteza...
Talvez que eu seja ainda uma certeza...
Uma musa... uma diva
Dum sonho disperso
No reverso
Do meu verso.
Talvez que eu seja
- ou talvez não -
Uma estrela cadente
Deixando seu rastro
Piscando
No imenso universo
Do meu sonho adverso
Quando deixo
Meu desejo impresso
No inverso
De cada verso...


By@ 
Anna D'Castro


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16 de set. de 2014

ALGEMAS



No meio dum deserto sem fim
Caminho por uma longa estrada
Com tantas encruzilhadas
Algemada a recordações que carrego
Prisioneira dum passado sem nexo


Talvez que esse caminho
Seja como uma grilheta enferrujada
Enleada a alguma corrente corroída
Arrastando uma alma amordaçada
Pelas intempéries do tempo na vida


E caminhar pelo mundo é tão frágil e difícil
Como as velhas algemas e seus grilhões
Que aprisionam o fraco poder das ilusões
Em pinceladas de palavras ao acaso
Quando lançadas num mapa inventado

  
Vou caminhando para alcançar o sonho diverso
Algemada à dor doce e amarga do destino
Como um esboço recortado e no horizonte disperso
Que se vai esfumando na bruma do caminho
Ao longo dum imaginário universo


By@
Anna D’Castro

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31 de mar. de 2014

NOITE DE INSÔNIA




Era uma noite prateada e fria
E enquanto a lua chispava estrelas
No silêncio do meu quarto
Minh'alma estava vazia.

E nessa noite insone e fria
Olho as horas que vão crescendo
Meus olhos se contorcem buscando
O sono que no sonho vai viajando.

Ao longe um rouxinol cantava
Um canto triste e dolorido
Depois voava... voava...
Em busca do amor perdido.

Rouxinol tem alma de gente...
Mas gente não é certamente
E seu canto é um choro de pranto
Que vai sumindo como um quebranto.

Enquanto aquela voz se apagava
A noite me esperava impaciente
E minh’alma com a do rouxinol viajava
Pulsando com o sangue numa artéria ardente.

Mas a noite insone é tão longa e fria
Crava-me de dúvidas e perguntas até amanhecer...
Desnudando o sono da minh’alma vazia
Até que cheguem as respostas que me irão adormecer.


By@ Anna D’Castro - (2013) 

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4 de out. de 2013

INDIFERENTE



Quem me dera não lembrar
De abandonos cruéis e desleais
Que afundaram no meu peito
Trágicos punhais
Numa manhã fria de Novembro.

Quero não lembrar,
E, já não lembro
Que o amor de quem não me amou
Em pedra, meu coração transformou.

Esse amor foi um lago triste
Negro e profundo
E não mais quero lembrar,
Nem mais quero encontrar
Quem somente indiferença
Me legou neste mundo!

By@
Anna D'Castro
do Livro  AQUELA VOZ

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26 de set. de 2013

PRIMAVERA




A noite cessou.

O sol resplandeceu.

A avezinha cantou.

A flor desabrochou.

Uma janela se abriu.

Um menino nasceu...

...acordou, olhou e sorriu...

Era Primavera!



By@
Anna D'Castro

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19 de set. de 2013

SINA



Sei que é minha sina... meu Fado... um fadário imenso...
Mas quando um novo amor bateu à minha porta
O tormento eterno adormeceu suspenso
Se entrelaçando no fulgor do infinito
Buscando a noite – companheira do seu grito
Para achar o tempo que carrega a vida
Como uma ave aturdida sendo perseguida 
Pelo pensamento molhado de palavras.

Olho o labirinto do destino carregando mágoas sem fim
A minha sina é permanecer nos confins do horizonte
Deixando o pensamento correr reflexivo breve e grande...
E mesmo que a lonjura seja monótona e pequena
Ouço o som dos meus passos solitários e saio de cena
Enquanto fito o olhar nas estrelas que não dormem
Eu e elas, nuas e sós na imensidão do universo
Trancadas com o amor no labirinto geométrico dum verso.

Quando um novo amor bateu à minha porta
O tormento eterno mergulhou sua nudez
Num lago de gotas que jorravam sangue
Buscando água nos confins da boca morta de sede
Achando um rio de saudades num corpo exangue
Enquanto delírios de luzes me deitavam na rede
E me adormeciam nos braços que habitavam meu pranto.

Mas o momento é como o mapa imaginário do tempo
Vai tecendo arrendados no rosto e na alma
Se distorcendo num sinuoso vai e vem de linhas e rugas
Como renda de bilros que nos fascina e acalma
E o amor que um dia tentara bater à minha porta
Pensou que a minha redoma era um palácio de cristal
Que outrora eu fora rainha... hoje uma mendiga quase morta...

O novo amor desistiu... me deixou com a minha sina e uma ferida aberta
E mais uma vez saio de cena fechando mais uma porta!


By@ 
Anna D’Castro

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5 de set. de 2013

SÓ FLORES SECAS RESTARAM



Num dia de muita dor o desespero minh’alma dilacerou
E o coração no peito quase parou 
Sufocado duma infinita desilusão...
Desvairada bateu a saudade sangrando descompaixão.

Precisava de acalanto e pedi colo para o filho
Que outrora acalentara: meu velho livro de poesias!
Segurei-o com nostalgia
Nas mãos que desabafos escreveram
E agora estavam vazias.

No dia em que a dor me embargou
Orei em silêncio uma prece
E lágrimas rolaram macias. 

Meus olhos buscaram no vazio
Pelo sonho que jamais envelhece
Mas esse doce encanto
Com desilusões me vestiu...

Abri o velho livro de poesias
Lembrei os poemas de amor...
Das amizades variadas...
Também de angústias contidas...
E injustiças gritando clamores.
Traições tão deslavadas
Como um arco íris sem cores...
Alguns pretensos amigos
 - oportunistas desleais -
Cravando os seus punhais 
Como farpas de flores.

No meu livro de poesias lembrei poemas de saudade
Dalguns sonhos ideais que não foram realizados
E ficaram como cristais em porta-joias guardados
Nas gavetas da esperança...

Lembrei os amores idealizados
Que se esfumaram no ar como nuvens passageiras
E em seu tempo terminados.

As amizades flamejantes... Gritantes... Luzentes...
Algumas como estrelas com luz própria e cintilante
Outras sorrindo falsas... como estrelas cadentes
Que em oportunidades falhas 
Usaram e abusaram dum momento tênue.

Alguns amores esqueci...
Amizades falsas descartei...
As farpas eu revidei...
Mas as pétalas das flores... 
Nas páginas do velho livro,
Com muito amor eu as guardei.

* * *
Sinto no tempo que passou,
Que a saudade ficou
Com os sonhos cristalizados
Nas gavetas fechados.

Revi no meu velho livro de poesias
Aqueles amores que acabaram
As farpas que revidei
As flores que guardei
E que secaram...
Com as lágrimas que ao longo do tempo
Meus olhos inundaram...

Fechei o velho livro de poesias.
E como por encantamento
Esvaiu-se aquele dia de dor nas asas do pensamento...
E senti que as forças se renovaram
Com as flores secas que restaram...



By@ Anna D’Castro

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6 de ago. de 2013

NOTURNO



Sou notívaga sim!
Morcegando o noturno
A noite vagueia suavemente
Na minha mente.
É como quem busca caminhos perdidos
E outrora desconhecidos
Que se esfumaram em passos de solidão. 

A música dum violino chora ao longe breves acordes de Chopin!

Naufragando em sonhos
Me lanço num voo às cegas
Querendo pegar réstias de flashes coloridos
Cristalizados na escuridão. 

O último boêmio trauteia uma música suave na noite calma:

“É tão calma a noite
A noite é de nós dois.
Ninguém amou assim
Nem há-de amar depois...” 

E é tão calma e suave a noite
Com seus toques de cetim!
Não há caos nem Torres de Babel

Apenas ao longe soam alguns acordes do Bolero de Ravel!

E o instante é de abandono soturno
O enleio dos acordes do violino
Navegando num mar divino
Contemplando o sonho na paz do noturno...




By@ 
Anna D’Castro

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4 de ago. de 2013

PEREGRINO DE AMOR




Por um instante só...
Vem-me ter por inteira
Nas angústias que são minhas
Vem-me fazer feiticeira
Com fantasias e sem crenças daninhas.

Por um instante só...
Vem escutar os fantasmas esvoaçantes
Terrores noturnos de criança apavorada
Despojos desumanos e vacilantes
Que assaltam meu sono na madrugada.

Por um instante só...
Vem transformar o meu destino
Vem-me estender os teus braços
Envolver o meu corpo de abraços
Vem ser apenas o meu peregrino!

Vem por um instante só...
Apenas porque o tempo é curto e esparso.
Vem por um instante só...
Ser o peregrino do amor que ao vento esgarço!

By@ 
Anna D’Castro
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28 de jul. de 2013

NATUREZA VIBRANTE







Deixa ficar comigo a Dor calada
Para que o silêncio possa vir beijá-la
E a sombra da noite queira abraçá-la
Até que acorde pela madrugada.

Ao longe soam acordes de violinos
Rasgando o silêncio da luz do luar.
Ergo uma taça com sabores cristalinos
E bebo sôfrega ao prazer de amar.

O cheiro da maresia invade a luz do sol
Borboletas azuis escurecem um raio da lua
E o resplandecer da aurora linda, breve e nua
Vibra ao nascimento de mais um girassol.

Há aromas doces alegrando jardins
Gaivotas salpicando o céu de odores
Jardineiros plantando rosas e jasmins
Espalhando no chão um arco íris de flores.

Ao nosso redor tudo tem cor e singeleza
É a mais pura ilusão de que eu preciso
Pra ver a maravilhosa e vibrante natureza
Transformar-se em lençóis de ternura do Paraíso!

By@

Anna D’Castro

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14 de jul. de 2013

SER JOVEM (II)



Ser jovem
É como ser flor em botão
Sentir a necessidade de quem lhe dê a mão
E lhe abra as portas do desvendar.
Ser jovem
É como ser ave implume
Nuvem branca abraçando o céu azul
Onda mansa acariciando a areia.
Ser jovem
É não se deixar envolver pela teia
Da petulância e da descrença.
Ser jovem
É acreditar em si com esperança
Que o Mundo Melhor se alcança.
Ser jovem
É sentir-se envolver pelo aroma de sonhos belos
Deixando-se arrastar até magnânimos castelos
Onde o seu despertar é sublime.
Ser jovem
É interessar-se por tudo o que o rodeia
É sentir a sede duma vida cheia
Saciando-se na fonte do descobrir
E sorver o perfume do próprio sentir.
Ser jovem
É ter os olhos voltados para o futuro,
Não pensando nunca encontrar um muro
Que lhe destrua a fragrância
Mas querendo matar a ignorância.
Ser jovem
É querer penetrar no infinito
Sem sequer soltar um grito
Vivendo em permanente revolta
Mas jamais aceitar a derrota.
Ser jovem
É ter a maravilhosa ânsia de viver
Não se lembrando jamais do perecer.
Ser jovem
É viver a vida com orgia
Manter sempre a alegria
Mesmo que a velhice chegue um dia!

By@ 
Anna D’Castro

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Sempre Viva... Flor Selvagem!

ARTE E BELEZA É COMO FLORES BAILANDO

Beijos floridos...