HOJE,
quero ser um ser diferente.
Ter a lua nas minhas mãos,
um retrato antigo esfumado,
um sopro de vento acorrentado,
ao espírito das palavras.
HOJE,
quero escutar os lamentos
dos poetas aprisionados
nas ilusões fugidias.
O marulhar das águas sombrias
do inverno em Copacabana.
HOJE,
quero sentir a cintilante chama
de ardentes olhos cor de anil
que passeiam na praia Vermelha.
Ouvir a maviosa voz gentil
do amante apaixonado.
HOJE,
quero ver a caprichosa aranha
laboriando a sua teia.
O poeta, tecendo o seu poema.
A poesia, traçando a sua trama,
e a vida, renascendo do seu drama!
By@
Anna D'Castro
do livro "Aquela Voz
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